Vamos pensar em uma EDO como uma receita para um bolo. A equação te dá os ingredientes (a função e suas derivadas) e como esses ingredientes devem se combinar. Mas o que você realmente quer é o bolo pronto, certo? No mundo das EDOs, esse "bolo pronto" é o que chamamos de solução.
O que é a solução de uma EDO?
Já vimos na introdução que uma EDO é uma regra que descreve como algo muda ao longo do tempo, como a posição de um objeto, o aumento de bactérias ou a temperatura de um corpo. A solução é a função específica que, quando substituída na equação, faz com que tudo "se encaixe" perfeitamente. Em outras palavras, é a função que obedece exatamente àquela regra dada pela EDO. Essa função solução será a equação da posição do objeto, a função que determina quantas bactérias há em um dado instante ou a temperatura de um corpo após um tempo.
Como funciona na prática?
Vamos usar um exemplo simples. Digamos que a EDO seja \(y'=2x\).
Aqui, \(y'\) é a derivada de \(y\) em relação a \(x\). A solução dessa EDO seria uma função \(y(x)\) que, quando derivada, dá exatamente \(2x.\)
Se tentarmos \(y(x) = x^2\), vemos que:
\[\dfrac{dy}{dx} = \dfrac{d}{dx}(x^2) = 2x\] Então, \(y(x)=x^2\) é uma solução para essa equação. A solução é a função que "satisfaz" a equação, ou seja, faz com que a equação seja verdadeira.
Os gráficos das soluções de uma EDO são chamadas de curvas integrais.

